… e uma vida inteira de amor! ❤️
Minha querida filha,
Há 17 anos, neste preciso dia, a minha vida mudou para sempre. E mudou da forma mais bonita que alguma vez poderia imaginar.
Lembro-me como se fosse hoje do primeiro instante em que te vi. Tão pequenina, tão frágil, tão perfeita… lembro-me de te ver nascer, da enfermeira me pedir para cortar o teu cordão umbilical e, sobretudo, daquele momento mágico em que te peguei ao colo pela primeira vez.
Choravas, como qualquer bebé acabado de chegar a este mundo. Mas, assim que te peguei nos braços, por breves instantes calaste-te. Assim, de repente. Como se, de alguma forma, já soubesses quem eu era. Como se aqueles braços fossem um lugar que já conhecias.
Não sei explicar o que senti naquele instante. Há emoções que não cabem nas palavras, sensações que não se conseguem descrever, momentos que ficam gravados para sempre na nossa alma.
Aquele foi um deles.
Apaixonei-me por ti no primeiro segundo em que te vi. E nunca mais deixei de estar apaixonado por ti, minha filha.
Depois vieram os dias, os meses, os anos… e contigo descobri uma forma de amar que até então desconhecia.
Lembras-te de quando eras pequenina e eu te chamava “MENINA BONITINHA!”?
Dizia-o com tanta força, com tanto entusiasmo, de uma forma tão exagerada e eloquente, que até parecia que a minha cabeça ia rebentar! E tu olhavas para mim e desatavas a rir. Rias-te tanto, mas tanto… e eu repetia, vezes sem conta, só para voltar a ouvir aquela gargalhada maravilhosa.
Como eu adorava fazer-te rir!
E as nossas brincadeiras? Tantas, tantas…
Os penteados que me fazias na praia, com aqueles totós maravilhosos que me deixavam com um aspecto absolutamente ridículo, mas que eu usava com o maior orgulho do mundo, porque tinham sido feitos por ti.
A célebre história da “Mealhada”, que só tu e o teu irmão verdadeiramente compreendem e que continuará a ser um daqueles segredos e disparates que fazem parte da nossa história.
Os vídeos, as fotografias, os Tik Toks (ou lá como se diz aquilo!) em que eu era uma espécie de cobaia às tuas ordens. E lá estava o pai, a fazer figuras, a repetir cenas, a obedecer às instruções da “realizadora”, só porque isso te fazia feliz.
Os jogos de vólei… que tu tanto gostavas de jogar comigo…
e…os de futebol com o teu jeito…desajeitado…em que levavas tudo à frente!
E as nossas viagens de carro para a escola?
Como tenho saudades dessas manhãs! Das nossas conversas, das brincadeiras com as matrículas dos carros, das gargalhadas e até daqueles dias em que não estavas propriamente com a melhor disposição do mundo, que eram quase todos … ahahahahahaha.
Depois foste crescendo e, sempre que querias ir aqui ou acolá com os teus amiguitos, e a tua mãe não deixava, lá vinhas tu ter comigo, com aquele teu jeitinho especial, para ver se eu a conseguia convencer. E eu, claro, lá te ajudava!
Recordo tantas coisas, minha filha. Tantos momentos, tantas palavras, tantos gestos, tantos pequenos episódios que, na altura, pareciam apenas fazer parte de um dia normal e que hoje são alguns dos tesouros mais preciosos que guardo dentro de mim.
Se começasse a contar tudo, não haveria páginas suficientes neste blogue.
E sabes uma coisa? O mais bonito é que muitas dessas memórias não precisam sequer de ser contadas. São nossas. Estão guardadas naquele lugar especial onde vivem as coisas que só nós compreendemos.
E, entretanto, aquela menina pequenina que um dia segurei nos braços cresceu.
Cresceu tanto…
Hoje olho para ti, mesmo que ao longe, e faço-o muitas vezes sem saberes e me veres, e vejo uma mulher linda. Linda por fora, mas, sobretudo, extraordinariamente bonita por dentro.
És doce, meiga, querida, ternurenta, afável… tens uma sensibilidade e uma forma tão especial de estar com os outros que todos aqueles que verdadeiramente te conhecem sabem exactamente do que estou a falar.
E isso, minha filha, enche-me de um orgulho que não consigo medir.
Tenho tanto, mas tanto orgulho em ti!
Não pelo que possas vir a conquistar, pelas notas que possas ter ou pelos sucessos que a vida te possa trazer. Tenho orgulho em ti pela pessoa que és. Pelo teu coração, pela tua ternura, pela tua maneira de ser.
E não há conquista maior para um pai do que olhar para uma filha e sentir isso.
Hoje fazes 17 anos.
Dezassete!
Custa-me acreditar que este é o teu último aniversário antes de entrares na maioridade. Parece que foi ontem que te tinha nos braços.
O tempo passou depressa demais.
E, se pudesse pedir alguma coisa ao tempo, não seria que voltasses a ser pequenina. Seria apenas que me deixasse reviver, nem que fosse por uns instantes, alguns daqueles momentos tão felizes.
Só para voltar a ouvir aquela gargalhada.
Só para sentir outra vez a tua mão pequenina na minha.
Só para te pegar ao colo mais uma vez.
Mas a vida é assim. Os filhos crescem, ganham asas, descobrem o mundo e começam a construir os seus próprios caminhos.
E é isso que quero para ti, meu amor.
Quero que sejas feliz. Muito feliz!
Que nunca deixes de sonhar, que tenhas coragem para correr atrás dos teus sonhos, mesmo daqueles que possam parecer impossíveis. Que a vida te ofereça oportunidades bonitas, pessoas boas e motivos para sorrir todos os dias.
Que nunca percas essa doçura que te torna tão especial, mas que saibas também ser forte quando a vida te exigir força.
Que nunca permitas que ninguém te faça acreditar que vales menos do que aquilo que realmente vales.
Que ames, que sejas amada, que viajes, que descubras, que erres, que aprendas, que te levantes e que voltes a tentar.
E, acima de tudo, que nunca deixes de ser tu própria.
Que te deixes aconselhar, mas que não deixes que te influenciem relativamente às tuas convicções! Que sejas tu a decidir o que queres e não queres!
Não sei o que aconteceu…sei sim minha filha. Mas sei também que há coisas que o tempo, a distância ou as circunstâncias, poderão mudar.
O que nunca mudará é o amor que sinto por ti.
Esse nasceu contigo, naquele dia 25 de junho, no preciso instante em que te vi pela primeira vez, e que me vai acompanhar até ao último dia da minha vida.
Porque, por muitos anos que passem, por mais adulta que te tornes, por mais longe que os teus sonhos te levem, haverá sempre um lugar dentro de mim onde continuarás a ser aquela menina pequenina que se ria às gargalhadas quando o pai lhe chamava…“MENINA BONITINHA!”
Parabéns, meu amor.
Obrigado por me teres dado o privilégio de ser teu pai.
Amo-te infinitamente. Ontem, hoje e sempre. ❤️
Papis
25.06.2026
… e uma vida inteira de amor! ❤️
Minha querida filha,
Há 17 anos, neste preciso dia, a minha vida mudou para sempre. E mudou da forma mais bonita que alguma vez poderia imaginar.
Lembro-me como se fosse hoje do primeiro instante em que te vi. Tão pequenina, tão frágil, tão perfeita… lembro-me de te ver nascer, da enfermeira me pedir para cortar o teu cordão umbilical e, sobretudo, daquele momento mágico em que te peguei ao colo pela primeira vez.
Choravas, como qualquer bebé acabado de chegar a este mundo. Mas, assim que te peguei nos braços, por breves instantes calaste-te. Assim, de repente. Como se, de alguma forma, já soubesses quem eu era. Como se aqueles braços fossem um lugar que já conhecias.
Não sei explicar o que senti naquele instante. Há emoções que não cabem nas palavras, sensações que não se conseguem descrever, momentos que ficam gravados para sempre na nossa alma.
Aquele foi um deles.
Apaixonei-me por ti no primeiro segundo em que te vi. E nunca mais deixei de estar apaixonado por ti, minha filha.
Depois vieram os dias, os meses, os anos… e contigo descobri uma forma de amar que até então desconhecia.
Lembras-te de quando eras pequenina e eu te chamava “MENINA BONITINHA!”?
Dizia-o com tanta força, com tanto entusiasmo, de uma forma tão exagerada e eloquente, que até parecia que a minha cabeça ia rebentar! E tu olhavas para mim e desatavas a rir. Rias-te tanto, mas tanto… e eu repetia, vezes sem conta, só para voltar a ouvir aquela gargalhada maravilhosa.
Como eu adorava fazer-te rir!
E as nossas brincadeiras? Tantas, tantas…
Os penteados que me fazias na praia, com aqueles totós maravilhosos que me deixavam com um aspecto absolutamente ridículo, mas que eu usava com o maior orgulho do mundo, porque tinham sido feitos por ti.
A célebre história da “Mealhada”, que só tu e o teu irmão verdadeiramente compreendem e que continuará a ser um daqueles segredos e disparates que fazem parte da nossa história.
Os vídeos, as fotografias, os Tik Toks (ou lá como se diz aquilo!) em que eu era uma espécie de cobaia às tuas ordens. E lá estava o pai, a fazer figuras, a repetir cenas, a obedecer às instruções da “realizadora”, só porque isso te fazia feliz.
E as nossas viagens de carro para a escola?
Como tenho saudades dessas manhãs! Das nossas conversas, das brincadeiras com as matrículas dos carros, das gargalhadas e até daqueles dias em que não estavas propriamente com a melhor disposição do mundo, que eram quase todos … ahahahahahaha.
Depois foste crescendo e, sempre que querias ir aqui ou acolá com os teus amiguitos, e a tua mãe não deixava, lá vinhas tu ter comigo, com aquele teu jeitinho especial, para ver se eu a conseguia convencer. E eu, claro, lá te ajudava!
Recordo tantas coisas, minha filha. Tantos momentos, tantas palavras, tantos gestos, tantos pequenos episódios que, na altura, pareciam apenas fazer parte de um dia normal e que hoje são alguns dos tesouros mais preciosos que guardo dentro de mim.
Se começasse a contar tudo, não haveria páginas suficientes neste blogue.
E sabes uma coisa? O mais bonito é que muitas dessas memórias não precisam sequer de ser contadas. São nossas. Estão guardadas naquele lugar especial onde vivem as coisas que só nós compreendemos.
E, entretanto, aquela menina pequenina que um dia segurei nos braços cresceu.
Cresceu tanto…
Hoje olho para ti, mesmo que ao longe, e faço-o muitas vezes sem saberes e me veres, e vejo uma mulher linda. Linda por fora, mas, sobretudo, extraordinariamente bonita por dentro.
És doce, meiga, querida, ternurenta, afável… tens uma sensibilidade e uma forma tão especial de estar com os outros que todos aqueles que verdadeiramente te conhecem sabem exactamente do que estou a falar.
E isso, minha filha, enche-me de um orgulho que não consigo medir.
Tenho tanto, mas tanto orgulho em ti!
Não pelo que possas vir a conquistar, pelas notas que possas ter ou pelos sucessos que a vida te possa trazer. Tenho orgulho em ti pela pessoa que és. Pelo teu coração, pela tua ternura, pela tua maneira de ser.
E não há conquista maior para um pai do que olhar para uma filha e sentir isso.
Hoje fazes 17 anos.
Dezassete!
Custa-me acreditar que este é o teu último aniversário antes de entrares na maioridade. Parece que foi ontem que te tinha nos braços.
O tempo passou depressa demais.
E, se pudesse pedir alguma coisa ao tempo, não seria que voltasses a ser pequenina. Seria apenas que me deixasse reviver, nem que fosse por uns instantes, alguns daqueles momentos tão felizes.
Só para voltar a ouvir aquela gargalhada.
Só para sentir outra vez a tua mão pequenina na minha.
Só para te pegar ao colo mais uma vez.
Mas a vida é assim. Os filhos crescem, ganham asas, descobrem o mundo e começam a construir os seus próprios caminhos.
E é isso que quero para ti, meu amor.
Quero que sejas feliz. Muito feliz!
Que nunca deixes de sonhar, que tenhas coragem para correr atrás dos teus sonhos, mesmo daqueles que possam parecer impossíveis. Que a vida te ofereça oportunidades bonitas, pessoas boas e motivos para sorrir todos os dias.
Que nunca percas essa doçura que te torna tão especial, mas que saibas também ser forte quando a vida te exigir força.
Que nunca permitas que ninguém te faça acreditar que vales menos do que aquilo que realmente vales.
Que ames, que sejas amada, que viajes, que descubras, que erres, que aprendas, que te levantes e que voltes a tentar.
E, acima de tudo, que nunca deixes de ser tu própria.
Que te deixes aconselhar, mas que não deixes que te influenciem relativamente às tuas convicções! Que sejas tu a decidir o que queres e não queres!
Não sei o que aconteceu…sei sim minha filha. Mas sei também que há coisas que o tempo, a distância ou as circunstâncias, poderão mudar.
O que nunca mudará é o amor que sinto por ti.
Esse nasceu contigo, naquele dia 25 de junho, no preciso instante em que te vi pela primeira vez, e que me vai acompanhar até ao último dia da minha vida.
Porque, por muitos anos que passem, por mais adulta que te tornes, por mais longe que os teus sonhos te levem, haverá sempre um lugar dentro de mim onde continuarás a ser aquela menina pequenina que se ria às gargalhadas quando o pai lhe chamava…“MENINA BONITINHA!”
Parabéns, meu amor.
Obrigado por me teres dado o privilégio de ser teu pai.
Amo-te infinitamente. Ontem, hoje e sempre. ❤️
Papis
25.06.2026
(foto 28 de junho de 2025)
